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São Paulo, São Paulo, Brazil
Possui graduação em Educação Física e especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - É instrutor do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). Mestre e aluno de doutorado da UNIFESP, além de membro colaborador do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) Departamento de Pediatria da UNIFESP. Link para o currículo lattes do autor: http://lattes.cnpq.br/8630482126111425

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

COM O PASSAR DOS ANOS, A APTIDÃO CARDIORRESPIRATÓRIA DIMINUIU SOMENTE EM CRIANÇAS OBESAS ?

Os níveis de aptidão física em jovens têm diminuído nos últimos anos, podendo contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e síndrome metabólica, e para o aumento do risco de doenças metabólicas e cardiovasculares na idade adulta. Cerca de 80% dos adolescentes do mundo não atingem a recomendação de 60 minutos de atividade física moderada a vigorosa por dia, que, aliado às enormes mudanças socioeconômicas nos últimos anos, teve como consequência o aumento do excesso de peso e obesidade. Como a aptidão cardiorrespiratória é um importante componente da síndrome metabólica e um forte preditor de morte prematura, identificar mudanças nos níveis de atividade física durante a epidemia da obesidade pode indicar a necessidade de intervenções para melhorar o condicionamento físico de escolares. Um artigo publicado no Jornal de Pediatria em Agosto de 2013, anaisou o índice de massa corporal e a aptidão cardiorrespiratória de 1.291 escolares nos anos de 1978/1980, 1988/1990, 1998/2000 e 2008/2010. 
Com o objetivo de comparar as mudanças da aptidão cardiorrespiratória de escolares brasileiros com avaliações a cada 10 anos a partir de 1978/1980, os autores verificaram uma diminuição da aptidão cardiorrespiratória, que não pode ser explicada pelo estado nutricional. A queda da aptidão cardiorrespiratória foi maior nos escolares eutróficos do que nos obesos. Com isso, futuras pesquisas são necessárias a fim de identificar  os fatores determinantes na redução da aptidão cardiorrespiratória, a fim de relacionar o estilo de vida, como a atividade física habitual, com a aptidão cardiorrespiratória de escolares de ambos os sexos. Estratégias de intervenção devem ser dirigidas não só às crianças obesas, mas também àquelas eutróficas e/ou com baixa aptidão física e elevado tempo de comportamento sedentário.


Fonte: Ferrari GLM, Bracco MM, Matsudo VKR, Fisberg M. Cardiorespiratory fitness and nutritional status of schoolchildren: 30-year evolution (1978 – 2010). J Pediatria 2013; 89(4):366−73.

terça-feira, 25 de junho de 2013

ANDAR OU CORRER ? O QUE PERDE MAIS PESO ?

Quando você pensa em manter a forma física, naturalmente vem na sua cabeça: O que é melhor para perder peso? Andar ou correr? Um dos maiores e renomados professores do mundo na área da atividade física e emagrecimento, acaba de publicar em uma das melhores revistas internacionais no meio científico, Medicine & Science in Sports & Exercise a comprovação de que a caminhada quando realizada de forma moderada também ajuda a reduzir o peso.

Paul Willians, pesquisador do Laboratório nacional de Lawrence Berkeley, da Universidade da Califórnia, Estados Unidos analisou 50 mil pessoas adultas (média de 41 anos de idade) durante 6 anos consecutivos que realizavam caminhada, corrida e outras atividade aeróbicas (natação e ciclismo). Além disso, o pesquisador categorizou os participantes em quatro diferentes grupos de gordura corporal. Os resultados da pesquisa permitiu concluir que: a diminuição da circunferência da cintura e do índice de massa corporal foram maiores nos exercícios de intensidade moderada (ciclismo e corrida) nos participantes de ambos os sexos mais pesados quando comparado com os participantes mais leves.


Fonte: Williams PT. Greater Weight Loss from Running than Walking during a 6.2-yr Prospective Follow-up. Med Sci Sports Exerc.45 (4): 706–713, 2013.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

SEDENTARISMO MATA: ESTUDO MOSTRA QUE A INATIVIDADE FÍSICA VIROU DOENÇA !!!

A fórmula para viver mais já sabemos de cor e salteado: não fumar, beber uma taça de vinho por dia, praticar exercícios físicos e comer cinco porções de frutas e legumes diariamente. Fácil ? Não é, mas a ciência deu um empurrãozinho no nosso esforço ao mostrar, em números, quanto se vive mais seguindo à risca tal recomendação: 14 anos, em média. A novidade é que os pesquisadores acabam de revelar o outro lado da moeda, ou seja, qual é o ingrediente principal da receita para morrer mais cedo. Você sabe qual é a resposta? Ser sedentário.
O sedentarismo pode roubar de dois a cinco anos das nossas vidas. Ele virou epidemia no mundo, feito uma doença – no Brasil, inclusive –, e pesquisas mostram que mata mais do que a obesidade. “Ele já é o quarto fator de risco de mortes, perdendo apenas para a hipertensão, cigarro e glicose elevada” de acordo com publicação na revista Lancet. São 5 milhões de vítimas a cada ano. Uma em cada dez mortes precoces é atribuída à inatividade física. E o pior: se a inatividade vem desde a infância, a probabilidade de morrer precocemente é ainda maior. 
Sessões de meia hora, cinco vezes por semana, no mínimo, estimulam a irrigação sanguínea e a oxigenação de todos os órgãos. Uma caminhada ou um passeio de bicicleta, por exemplo, já valem, desde que façam o coração bater mais rápido e a frequência respiratória subir. Cerca de vinte minutos de uma atividade mais vigorosa, como musculação, três vezes por semana, também são suficientes.

Fonte: Lee IM et al. Effect of physical inactivity on major non-communicable diseases worldwide an analysis of burden of disease and life expectancy. Lancet 2012.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL É SIMPLISTA DEMAIS PARA DETERMINAR A OBESIDADE ?

Médicos e outros funcionários da saúde já discutem há décadas o índice de massa corporal (IMC), uma relação entre a altura e peso que pode classificar pessoas em acima do peso ou obesas. Qualquer pessoa pode fazer o cálculo facilmente com uma calculadora, sem precisar ir ao médico para ouvir se está realmente saudável ou não.
Simples, não é? Até demais. Um novo estudo sugere que o uso do IMC pode fazer com que as pessoas subestimem a taxa de obesidade, mesmo que já esteja muito alta. O IMC é uma medida simplista que muitas vezes deturpa a visão sobre a aptidão física e a saúde em geral, especialmente entre as mulheres mais velhas.
Quase 4 em cada 10 adultos com IMC que os enquadra na categoria “acima do peso” seriam considerados obesos se o percentual de gordura corporal fosse levado em consideração, de acordo com o estudo.
Pesquisadores americanos dizem que o indicador de obesidade a partir do IMC, que agora está em 30, deve ser reduzido para 24 para mulheres e 28 para homens. Se guiar apenas pelo IMC é incerto e arriscado, já que existe grande discrepância entre o índice e as medidas de gordura corporal. Muitas pessoas que não são diagnosticadas como obesas pelo IMC pensam que não correm o risco da condição e doenças relacionadas, quando na realidade apresentam um quadro de obesidade.

terça-feira, 3 de abril de 2012

DIA MUNDIAL DA ATIVIDADE FÍSICA

Na manhã do último domingo, 1º de abril São Paulo deu um grande exemplo de exercício de cidadania ativa. O Programa Agita São Paulo que está completando 11 Anos de Atividades, e seus quase 400 parceiros levaram para uma grande Caminhada pelas ruas dos jardins em São Paulo, mais de 12 mil pessoas, todos com um único propósito, dar o exemplo pela prática de que se pode adotar uma simples prática de atividade física como a caminhada, de forma alegre e prazerosa, a tornar a vida muito mais saudável e feliz. Os mais de 12 mil paulistanos caminharam pelas alamedas do bairro Jardins da capital paulistana com muita alegria e empolgação. O evento foi realizado em parceria com diversas instituições governamentais e da sociedade civil organizada, além da massiva participação popular, o evento foi um modelo de integração entre a iniciativa privada, e a administração pública, Municipal, Estadual, além dos Legislativos, Estadual e Municipal. A caminhada marcou o inicio das Celebrações do Dia Mundial e Estadual da Atividade Física – 6 de abril, e segue durante toda a semana, tendo atividades previstas até a próxima sexta-feira quando acontece a Caminhada Virtual. Uma ação de intervenção que envolve os parceiros da Rede Agita Mundo por meio da rede mundial de computadores a internet. Neste evento virtual tada a população de internautas  é convidada a dispararem mensagens sobre o Dia Mundial da Atividade Física aos membros de suas listas de contatos. O Movimento terá seu inicio às 10h da manhã do fuso horário Austráliano, passando pelo paises ao redor do globo terrestre acompanhando o sol da 10h de cada respectivo pais. Fazem parte da rede mundial Agita Mundo mais de 70 países. Para obter informações sobre a Caminhada Virtual é só acessar www.portalagita.org.br .

domingo, 26 de fevereiro de 2012

BRASIL É O SEGUNDO COLOCADO EM NÚMERO DE CIRURGIAS DE OBESIDADE

 O Brasil é o segundo país do mundo em número de obesos mórbidos e cirurgias da obesidade (bariátricas), perdendo apenas para os Estados unidos. Essa informação foi fonecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). De acordo com a Sociedade, Curitiba está entre as capitais com maior número de obesos mórbidos, que podem ser tratados também com cirurgia, a qual pode levar a remissão o Diabetes tipo2.
A cirurgia bariátrica ou cirurgia da obesidade existe no Brasil há 13 anos. Existem três tipos de procedimentos. A cirurgia restritiva que diminui o estômago; a segunda técnica quando se mexe no estômago e no intestino. E a terceira, na qual se mexe apenas no intestino.
 
Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

QUAL É A UNIVERSIDADE QUE MAIS FORMA DOUTORES NO MUNDO ?

A Universidade de São Paulo (USP) é a universidade que mais forma doutores mundialmente. A constatação é do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês) por indicadores, elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China, que aponta a universidade paulista como a primeira colocada em número de doutorados defendidos entre 682 instituições globais.
O ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo, e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado em um universo de 286 universidades.
Na avaliação de Vahan Agopyan, pró-reitor de Pós-Graduação da USP e membro do Conselho Superior da FAPESP, a liderança mundial na formação de doutores, apontada pelo levantamento global, deve-se à tradição da pós-graduação da USP no Brasil.
Em 1965, quando foram definidas as novas diretrizes da pós-graduação no país, baseadas no trabalho de Newton Sucupira (1920-2007) – responsável pela criação do Conselho Federal de Educação, atualmente Conselho Nacional de Educação – a USP já possuía um número muito expressivo de docentes com doutorado, e se destacou como a universidade que viria a suprir a demanda do país por mestres e doutores.
“Nas décadas de 1970 e 1980, praticamente metade dos doutorados no Brasil eram realizados na USP, e hoje mais de 20% dos pós-graduandos no país também obtém o título de doutor aqui. Isso permitiu que a universidade se tornasse um grande centro mundial de pós-graduação, agora confirmado por esse ranking internacional”, disse Agopyan à Agência FAPESP.
Nos últimos dez anos tem diminuído o número de mestrandos e de doutorandos na USP. Em 2011, pela primeira vez o número de doutorandos na universidade, que celebrou em agosto a concessão de 100 mil títulos de pós-graduação, foi maior que o de mestrandos.
“É um reflexo do aumento no número de programas de mestrado oferecidos em todo o país. Em função disso, os pós-graduandos estão preferindo realizar mestrado em sua própria região e procuram a USP para fazer doutorado ou alguma outra atividade mais especial”, avaliou Agopyan.
Por outro lado, o número de estudantes de pós-graduação da USP tem se mantido estável nos últimos anos. Atualmente, a universidade conta com cerca de 23 mil alunos de pós-graduação stricto-sensu e titulou 2.192 doutores e 3.376 mestres em 2011 – números que oscilaram pouco nos últimos 15 anos.
“Nós já somos grandes e estamos trabalhando no máximo da nossa capacidade há vários anos. Cada um dos nossos docentes tem, em média, mais de cinco orientandos, que é um número elevadíssimo”, afirmou Agopyan.
Segundo o pró-reitor, esse fenômeno também é comum às principais universidades no mundo, como as norte-americanas, europeias e chinesas listadas no ranking, cujo número de pós-graduandos também está bastante estável e seus programas de pós-graduação operam no limite de suas capacidades.
Um dos fatores atribuídos por Agopyan para a USP continuar liderando a formação de doutores é a atuação da universidade em todas as áreas do conhecimento, sendo que as universidades no exterior normalmente têm algumas áreas de especialidade. “Somos uma instituição pluridisciplinar”, destacou.
Na avaliação de Agopyan, o desafio agora é ser não apenas a maior, mas a melhor em formação de doutores no mundo. Para isso, a USP tem buscado padrões internacionais de qualidade, por meio da promoção da mobilidade de seus docentes e alunos para outros países, da avaliação e do apoio aos seus programas de pós-graduação. “Não queremos apenas quantidade, mas sim qualidade”, afirmou.
A FAPESP desembolsou R$ 277,3 milhões em 2010 com Bolsas no país, dentro de seu Programa de Bolsas. Desse total, por vínculo institucional do pesquisador responsável pelo projeto ou do bolsista, a USP recebeu R$ 132,7 milhões (ou 47,87%).  Em 2010, a FAPESP concedeu 1.362 bolsas de Doutorado e Doutorado Direto. 

Fonte: Agência Fapesp

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CONSUMO DE FRUTOSE ESTÁ ASSOCIADO À GORDURA VISCERAL E A FATORES DE RISCO CARDIOMAETABÓLICOS

Embora os adolescentes consumam mais frutose do que qualquer outro grupo etário, a relação entre o consumo de frutose e os marcadores de risco cardiometabólicos ainda não foi estabelecida nesta população.
O estudo publicado pelo The Journal of Nutrition no início de 2012, estabelece associações de ingestão total de frutose (frutose livre mais metade da ingestão de sacarose livre) com fatores de risco cardiometabólicos e tipo de adiposidade em um grupo de 559 adolescentes com idades entre 14-18 anos, na Geórgia.
Os parâmetros estudados foram: glicemia, insulina, lipídios, adiponectina e proteína C-reativa. A dieta foi avaliada e a atividade física foi determinada por acelerometria4. Tecidos moles livres de gordura e massa gorda foram medidos pelo DEXA. Já o tecido adiposo abdominal e a gordura visceral foram avaliados através de ressonância magnética.
As avaliações estatísticas revelam que a ingestão de frutose está associada à gordura visceral, mas não parece estar relacionada ao tecido adiposo abdominal. Também foram observadas as relações entre o consumo de frutose e uma tendência de aumento da pressão arterial sistólica, da glicemia de jejum e da proteína-C reativa, além de uma diminuição nos níveis de HDL-colesterol (colesterol bom) e da adiponectina.
Os resultados mostram que, em adolescentes, o maior consumo de frutose está associado a múltiplos marcadores de risco cardiometabólicos e parece que essas relações são mediadas pela obesidade visceral.

Fonte: The Journal of Nutrition, de fevereiro de 2012
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

NOVO LIVRO ABORDA ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE

Novo livro é lançado pelo Professor Alex florindo e Pedro Curi Hallal. O livro Epidemiologia da atividade física, reúne ensaios de especialistas que abordam o estudo da prática de atividade física, incluindo aspectos históricos, critérios de mensuração e recomendações de prática de atividades físicas, as melhores práticas atuais de intervenção para promoção dessas atividades no Brasil e no mundo e sua importância na prevenção de doenças crônicas, entre outros temas.
Epidemiologia da Atividade Física Organizadores: Pedro Curi Hallal e Alex Antonio Florindo
Lançamento: 2011
Preço: R$ 48,45
Páginas: 240
Mais informações:
www.atheneu.com.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

PESQUISADOR AMERICANO QUE DESCOBRIU A ASSOCIAÇÃO ENTRE TEMPO SENTADO E MORTALIDADE ESTEVE NO CELAFISCS !!!

O Cientista Peter Katzmarzyk da Universidade de Pennington do Estado da Lousiana nos Estados Unidos, responsável pela descoberta da associação entre o tempo sentando e o risco de mortalidade esteve essa semana de 16 a 18 de janeiro no Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Su – CELAFISCS, juntamente com mais 10 (dez) outros cientistas estrangeiros para um treinamento da equipe de pesquisadores do CELAFISCS, para o desenvolvimento de um projeto de cooperação internacional denominado ISCOLE (International Study of Childhood Obesity, Lifestyle and the Enviroment) – Estudo Internacional de Obesidade, Estilo de Vida e Ambiente na Infância. Este projeto será desenvolvido em 12 diferentes paises distribuidos pelos cinco continentes e o CELAFISCS foi a instituição escolhida para representar a America do Sul. O estudo tem como objetivo traçar um panorama do Obesidade Infantil no Mundo, bem como o estilo de vida e a influência do ambiente escolar no compartamento das crianças. O estudo terá uma primeira etapa de 2 anos e poderá ser replicado por mais dois anos e será realizado em São Caetano do Sul pelo grupo do CELAFISCS.

Para maiores informações entrem em contato:
CELAFISCS
(11) 4229-8980 / 4229-9643
www.celafiscs.org.br

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MUNICÍPIOS VÃO RECEBER RECURSOS PARA ATIVIDADES DE PROMOÇÃO DE SAÚDE

Os recursos autorizados pela publicação serão do Fundo Nacional de Saúde.
Municípios brasileiros vão receber recursos para incentivar o desenvolvimento da Política Nacional de Promoção da Saúde. A Portaria 3.110/2011, publicada no dia 26 de dezembro, autoriza a transferência de verba para investimento em práticas corporais – atividade física similar ao Programa Academia da Saúde –, com ênfase na integração das ações de Vigilância em Saúde, Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças e Agravos Não Transmissíveis.
Os recursos autorizados pela publicaç ;ão serão do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo de Saúde Municipal. O repasse deve ser em parcela única no Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde (PVVPS), no valor total de R$ 1,9 milhão. Desde cada Município deve receber R$ 36 mil.
Com objetivo de promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e os riscos à Saúde, a Política Nacional foi lançada em 2006. A medida enfoca os reflexos da Saúde por meio de determinantes e condicionantes, como: modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais.
Em relação à prática corporal - atividade física, a Política prevê ações na rede básica de saúde e na comunida de. Para alcançar o objetivo, o Fundo deve adotar medidas que viabilizem a transferência automática para os Fundos Municipais de Saúde.

Fonte: http://cev.org.br/comunidade/saude-da-familia/

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

QUAIS SÃO OS CUIDADOS PARA FAZER ATIVIDADE FÍSICA NO CALOR ?

Os dias bonitos e ensolarados dão ânimo extra para você levantar da cama mais cedo e sair para praticar atividades físicas ao ar livre. Pensando nas horas de lazer como a praia, a vontade de ficar em forma é ainda maior. Mas conforme a temperatura do dia sobe, também aumentam os cuidados necessários para a prática de atividades físicas sem riscos à saúde.
1-Horário: Prefira de manhã cedo, antes das 10 horas, e no final da tarde, após às 16 horas;
2-Roupas: devem ser leves. Existem tecidos próprios para atividade física que não absorvem o calor. Evite tecidos fechados, quentes e escuros e óculos também são importantes;
3-Aquecimento e alongamento: Faça uma caminhada ou carrida leve além do alongamento que deve ser feito durante 10-15 segundos por tipo de movimento;
4-Treino: Deve ser realizado de acordo com o que foi estipulado pelo treinador ou aquele que você já está acostumado a fazer. Respeite os limites do seu corpo. A atividade física deve trazer bem-estar;
5- Água: Para os dias mais quentes, principalmente se o exercício for aeróbico (caminhada, corrida, bicicleta) tome bastante água, antes, durante e após a prática. A água é muito bem aceita pelo corpo e, se for de gole em gole, consegue hidratar bem. No caso de atividades muito intensas, melhor recorrer a um isotônico (que pode ser a água de coco ou um industrializado), mais fácil de ser absorvido pelo estômago (até melhor do que a água) e ainda consegue trazer sais minerais para repor o que perdemos no suor;
6- O que comer: Nunca pratique atividade física de barriga vazia. Não é preciso fazer um banquete, mas um pequeno lanche e até mesmo um almoço leve são indicados, pelo menos duas horas antes. Muitos são os alimentos que dão energia e eles podem variar de acordo com o tipo de atividade escolhida. Boas escolhas são as frutas e os sucos naturais.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MINISTÉRIO DA SAÚDE LIMITA A QUANTIDADE DE SAL EM ALIMENTOS !!!

O acordo que prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de alimentos foi assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com representantes da indústria alimentícia. O texto define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados os mais consumidos pelo público infanto-juvenil, como batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados). A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda como consumo máximo de sódio menos de cinco gramas de sal diários por pessoa, até 2020.
 A redução do consumo de sódio no Brasil é uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento às doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Segundo os especialistas é uma ação de prevenção. Além do esforço para a mudança de hábito alimentar.
 A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/2010). Já as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 319 mil óbitos em todo o país, em 2009.
Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

POUCA ATIVIDADE FÍSICA E MUITA TV AUMENTAM RISO DE DEPRESSÃO EM MULHERES

Estudo revelou que as mais sedentárias podem ter 20% mais chances de enfrentar quadros depressivos.
Mulheres que se exercitam mais e assistem menos televisão são aquelas com menor riscos de serem diagnosticadas com depressão. É isso que diz um estudo feito por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado no American Journal of Epidemiology.
A pesquisa aplicou um questionário em 50 mil mulheres, com perguntas sobre saúde e estilo de vida, as quais elas responderam a cada dois anos no período entre 1992 e 2006. No início do estudo, nenhuma dessas mulheres apresentava depressão. Após esses 14 anos, 6.500 voluntárias haviam sido diagnosticadas com o problema.
O estudo observou que o fator mais impactante relacionado aos quadros depressivos foi a prática de atividade física. As mulheres que revelaram se exercitar durante 90 minutos ou mais por dia tinham 20% menos chances de desenvolver depressão do que aquelas que se exercitavam por 10 minutos ou menos diariamente.
Assistir televisão foi identificado como hábito relacionado à depressão. Segundo a pesquisa, as mulheres que passavam mais tempo em frente ao aparelho apresentaram 13% mais riscos de ter depressão do que aquelas que raramente ligavam a TV. Segundo Lucas, uma possível explicação para essas duas relações está no fato de que muitas mulheres substituem o tempo em que poderiam praticar alguma atividade física por ficar em frente à televisão.
Embora o estudo tenha colocado a depressão como consequência de não praticar atividade física, os pesquisadores também consideram a hipótese de que, em certos casos, a mulher possa ter experimentado alguns sintomas da depressão antes de ser diagnosticada formalmente com o problema. Assim, deixou de se exercitar após ser acometida pelo problema, e não antes.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

VOCÊ SABE O QUE É SARCOPENIA ?

À medida que envelhecemos, além do aparecimento ou agravamento de certas doenças, outra preocupação se torna cada vez mais comum são as quedas e suas respectivas complicações. Mas por que o risco de cair aumenta com o passar dos anos? Uma das causas é a sarcopenia, um problema que indica a perda da massa muscular e que tem um impacto significante na saúde.
O pico da força muscular no ser humano é atingido entre os 20 e 30 anos de idade. Após este período tem início uma redução gradual e progressiva, tornando-se perceptível a partir dos 60 anos. Indivíduos saudáveis entre 70 e 80 anos tem perda de 20% a 40% da sua força física.
As quedas e as perdas funcionais são os maiores problemas associados à Sarcopenia. Estudos mostram que ocorre uma queda na força entre 24% e 50% nos idosos. Tal cenário se reflete, no dia a dia, em perda de capacidade de locomoção, aumento na incidência de quedas e perda de independência, quando um simples ato de subir escadas ou ir até a padaria, por exemplo, se tornam sacrifícios para o idoso.
Para minimizar a perda de massa muscular, profissionais da área da saúde têm dado crescente ênfase aos exercícios de fortalecimento dos músculos, também conhecidos como exercícios resistidos. As características gerais dos programas de treinamento de força para idosos são: escolha dos exercícios, sequência, número de repetições, intervalo, intensidade e volume do treino.
O treinamento de resistência ajuda no ganho de força muscular, na hipertrofia muscular e no aumento de massa magra, além de melhorar o equilíbrio físico e a capacidade funcional. A atividade física regular controlada resulta em melhora na capacidade funcional de pessoas na terceira idade, auxiliando também na redução da perda de massa e na força muscular, retardando, portanto, a progressão da sarcopenia e fazendo com que os idosos se tornem mais independentes em seu cotidiano.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ATIVIDADE FÍSICA MELHORA A FUNÇÃO RENAL?

A principal função dos rins é remover resíduos líquidos e nitrogenados. Atualmente, cerca de 17% dos adultos tem doença renal crônica. Modificações do estilo de vida, incluindo a atividade física têm provado ser eficaz na prevenção de doenças crônicas. Um estudo publicado na ótima Medicine and Science in Sports and Exercise em 2011, comandado pelo pesquisador Hawkins tentou determinar a associação entre a atividade física (leve, moderada a vigorosa e total) e comportamento sedentário com a função renal crônica.
Esse estudo foi desenvolvido pelo NHANES dos EUA. Os sujeitos responderam questionários e utilizaram acelerômetros para avaliar a atividade física. A função renal foi avaliada mediante exames físicos que recolheram amostras de laboratório.
Os autores concluíram que a atividade física (leve e total) está associada com a função renal. Indivíduos que acumularam 1 hora ou mais de atividade física tinham entre 3 e 6% maiores taxas glomerular.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

QUANTO TEMPO DE TV POR DIA O SEU FILHO PODE ASSISTIR ?

Evidências sugerem que atividade física regular tem sido aceita na prevenção de vários fatores de risco para todas as idades, sexo, e grupos econômicos. Dados do Canadian Health Measures Survey de 2011 mostraram que apenas 7% de crianças e jovens de 6 a 19 anos fazem pelo menos 60 minutos de atividade física de moderada a vigorosa por dia. Entretanto, as crianças ficam em média 62% do tempo do dia realizando atividades de comportamento sedentário (TV, computador, e outros). Uma revisão sistemática comandada por Mark Tremblay publicada no importante International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity em 2011 teve como objetivo examinar o comportamento sedentário em relação a saúde de crianças e jovens (5 a 17 anos).
O grupo de pesquisadores analisou alguns indicadores de saúde como comportamento sedentário, composição corporal, aptidão física e síndrome metabólica. O levantamento foi feito nas seguintes bases de dados: Ovid Medline, Ovid Embase e Ovid PsycInfo. De centenas de pesquisas científicas publicadas em renomadas revistas especializadas, os autores verificaram que 85,5% dos estudos mostraram conclusões similares: O aumento do tempo sedentário está diretamente associado com indicadores negativos de saúde como atividade e aptidão física, composição corporal (adiposidade e peso). É recomendado que crianças e jovens não passem mais de 2 horas de TV por dia.

Fonte: Tremblay M. et al. Systematic review of sedentary behaviour and health indicators in school aged children. Int J Behav Nut and Phys Act. 8, 2011