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São Paulo, São Paulo, Brazil
Possui graduação em Educação Física e especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - É instrutor do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). Mestre e aluno de doutorado da UNIFESP, além de membro colaborador do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) Departamento de Pediatria da UNIFESP. Link para o currículo lattes do autor: http://lattes.cnpq.br/8630482126111425

quinta-feira, 14 de julho de 2011

DEVO FAZER EXERCÍCIOS COM GRIPE OU RESFRIADO ?

O corredor, do experiente ao iniciante, deve saber que a prática da atividade física pode afetar o sistema imunológico, o mecanismo de defesa do corpo humano contra microorganismos invasores. Nesse caso, o prejuízo para o praticante de atividade física  pode ser imenso. Isso porque, além da possibilidade de ficar mais suscetível a gripes, resfriados e outras doenças infecciosas, o sujeito que não fizer o repouso adequado pode ter sua recuperação retardada. Por isso, é importante saber o momento certo em que deve se dar uma pausa nos treinos.
O consenso da Sociedade internacional de Imunologia do Exercício, publicado neste ano, recomenda que o exercício deve ser interrompido se a pessoa apresentar sinais de infecções como febre, mal estar e dores de cabeça. Além disso, nesse caso deve-se procurar um médico e só retornar ao treinamento após alguns dias de recuperação.
Além do descanso adequado, a orientação de um nutricionista pode ser importante para que o corredor evite esses problemas, sendo necessária uma dieta adequada antes, durante e após a atividade física. Para facilitar este trabalho, deve-se aumentar a ingestão de antioxidantes, como frutas e verduras. A vitamina C também é um antioxidante, e alimentos como laranja, limão, brócolis contribuem para a melhora do sistema imunológico.
Esta baixa imunológica, no entanto, acontece geralmente em treinos de longa duração. Os exercícios com duração superior a 90 minutos costumam ser os mais prejudiciais.
Alguns estudos mostram relação entre exercícios moderados e atividade do nosso sistema de defesa. Já exercícios intensos, de longa duração e alta intensidade, podem ser prejudiciais para o sistema imune, pois durante uma maratona, por exemplo, há liberação de hormônios que pioram a imunidade.
Se você tem o interesse em participar de uma prova longa e intensa, é necessário  orientações específicas de profissionais qualificados, como nutricionista, personal trainer e médico.

domingo, 10 de julho de 2011

CRIANÇAS POUCO ATIVAS

Quando a criança cresce e passa para o ensino médio, o nível de atividade aumenta. Alunos do ensino médio estão, em média, 20% mais ativos que estudantes do ensino fundamental, indica levantamento feito pelas secretarias da Saúde e da Educação, realizado em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
A tendência sempre foi o inverso. Quanto mais velha a pessoa fica, menos pratica exercício físico. Essa mudança de comportamento acende um alerta. Indica que, a cada geração, o problema da falta de atividade física se agrava.
“A hipótese principal é que as crianças têm exposição maior a computador, videogame e televisão. Hoje, as crianças são hábeis com a tecnologia. Porém o custo disto é que não se exercitam adequadamente. Uma das consequências é a obesidade infantil”, disse Victor Matsudo, coordenador do Agita São Paulo, programa estadual voltado ao incentivo da prática de atividades físicas.
O programa Agita São Paulo recomenda que as crianças se movimentem em pé por cinco minutos a cada meia hora de atividade sentada.
Matsudo coordena o projeto de pesquisa Análise das Curvas de Crescimento, Desenvolvimento e Maturação de Escolares de Ilhabela, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
O levantamento foi feito com 2,5 mil escolares da 5ª e 9ª séries do ensino fundamental (ciclo II) e do 3º ano do ensino médio, em uma amostra representativa para o Estado de São Paulo.
Os jovens responderam a um questionário onde apontavam quanto gastavam de tempo com cada atividade. A recomendação internacional mínima para realizar atividade física é de 300 minutos por semana para crianças e 150 minutos para adultos.
Quanto mais tempo a criança fica sentada, maior é o seu peso corporal e índice de massa corpórea e maior é o nível de colesterol ruim e triglicérides. Em contrapartida, menor é o nível de colesterol bom e menor é o nível de potência aeróbica (capacidade do organismo em transportar oxigênio).

Celafiscs: www.celafiscs.org.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

A PRESSÃO ARTERIAL VARIA COM A IDADE ?

A pressão arterial varia ao longo da vida das pessoas, passando por quatro fases bem distintas. Esta é a conclusão surpreendente de uma nova pesquisa realizada por médicos da Universidade College London, no Reino Unido, e publicada na revista PLoS Medicine.
A descoberta vai alterar aquilo que é tido como regra geral hoje, em que os profissionais da área da saúde buscam como condição saudável uma pressão arterial ao redor de 12 por 8, independente da idade.

Fases da pressão arterial
Neste estudo, os cientistas usaram dados de vários trabalhos anteriores, nos quais a pressão sanguínea das pessoas foi colhida várias vezes ao longo do tempo.
Eles descobriram que a pressão arterial varia ao longo da vida, seguindo quatro fases bem distintas, sempre em relação ao padrão de 12 por 8:
  • um rápido aumento durante o crescimento do adolescente;
  • um suave aumento no início da idade adulta;
  • um aumento na meia-idade (em geral, ao redor dos 40 anos);
  • um aumento lento e uma reversão da pressão arterial na terceira idade.
Diferenças na pressão arterial por idade
"A maior parte do nosso entendimento da progressão da pressão arterial sistólica em relação à idade vem de dados transversais, que não capturam diretamente as alterações individuais," escrevem os autores do estudo.
"Nós estimamos as trajetórias da pressão sanguínea sistólica no curso da vida usando dados longitudinais de sete coortes de base populacional e de um coorte com predominância de trabalhadores de escritório [...] e com dados referentes a diferentes faixas etárias, mas sobrepostas."
Com isto, foram avaliadas 102.580 tomadas de pressão sanguínea de 30.372 indivíduos, entre 7 e 80 anos de idade.
Os pesquisadores avaliaram as diferenças entre as medições em estudos feitos na população em geral e em grupos separados por ocupação.
Suas descobertas sugerem que o grupo ocupacional dos trabalhadores de escritório apresenta uma pressão arterial média mais baixa do que a população em geral, com o aumento típico da pressão arterial na meia-idade surgindo mais tarde.
Segundo os pesquisadores, a dieta e o estilo de vida ajudam a modificar os níveis de pressão arterial. Circunstâncias sociais e econômicas também afetam esses níveis.

Diferenças na pressão entre homens e mulheres
A equipe descobriu que as mulheres no início da vida adulta têm pressão arterial mais baixa do que os homens, mas esta taxa aumenta depois na meia-idade, desencadeada provavelmente por efeitos relacionados à menopausa ou sensibilidade ao sal.
Com isto, homens e mulheres têm pressão arterial média semelhante conforme envelhecem. A maior diferença na pressão sanguínea entre os sexos foi encontrada aos 26 anos. As mulheres experimentaram o maior aumento ao redor dos 70 anos.
Os pesquisadores também observaram uma forte ligação entre o índice de massa corporal e a pressão arterial ao longo da vida.

Fonte: Diário da Saúde