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São Paulo, São Paulo, Brazil
Possui graduação em Educação Física e especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - É instrutor do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). Mestre e aluno de doutorado da UNIFESP, além de membro colaborador do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) Departamento de Pediatria da UNIFESP. Link para o currículo lattes do autor: http://lattes.cnpq.br/8630482126111425

terça-feira, 26 de julho de 2011

EXISTE ASSOCIAÇÃO ENTRE SÍNDROME METABÓLICA E NÍVEL EDUCACIONAL?

Um estudo realizado em São Carlos (SP) mostrou que a síndrome metabólica é altamente prevalente na cidade. Além disso, a gravidade do problema tem relação direta com os níveis educacionais da população.
A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco cardiovascular que inclui hiperglicemia – com ou sem diabetes –, hipertensão arterial, obesidade e aumento da circunferência da cintura.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi veiculado na edição online e em breve será publicado na versão impressa da revista Brazilian Journal of Medical and Biological Research.
Autora principal do artigo, a endocrinologista Angela Leal, professora do Departamento de Medicina da UFSCar, disse que o estudo de base populacional envolveu 1.116 indivíduos de 30 a 79 anos. O trabalho incluiu coleta de sangue, avaliação da pressão arterial e medição de peso e circunferência abdominal, além da aplicação de questionários sobre condições de saúde e indicativos sociodemográficos.
A análise dos dados revelou que a prevalência da síndrome metabólica foi de 35,7% entre os homens e de 38% entre as mulheres. Com o critério que inclui circunferência abdominal, a prevalência sobe para 45,3% entre os homens e para 45,5% entre as mulheres.
“Os resultados mostram que a prevalência da síndrome metabólica é muito alta. Mas o que nos chamou mais a atenção é que foi observada uma clara associação do problema com a condição educacional. Quanto mais baixo o nível educacional, maior o risco de síndrome metabólica”, disse Leal.
Os resultados, segundo ela, sugerem que o planejamento de políticas publicas de saúde voltadas para a redução do risco de síndrome metabólica, nos países em desenvolvimento, deve levar em conta o aprimoramento da educação.
“O baixo nível educacional é um gargalo para a saúde no Brasil. Não conseguiremos melhorar as condições de saúde se os níveis educacionais permanecerem baixos. Esse trabalho vem se somar a inúmeros outros que revelaram a correlação entre saúde e educação”, declarou.
Além da associação da prevalência da síndrome metabólica com a condição educacional, o estudo também detectou, em menores níveis, associação do problema com a faixa etária, o peso e a cor da pele, segundo Leal. Não foi detectada, no entanto, associação entre a prevalência da síndrome metabólica e a renda familiar, ou o hábito de fumar.
Entre as mulheres, a circunferência abdominal aumentada foi quase duas vezes mais frequente que entre os homens: 66,5%, contra 37,4%, segundo a pesquisa.
“Os estudos de base populacional ajudam a traçar um perfil da população. O trabalho reuniu dados sobre alterações de colesterol, triglicérides e hipertensão arterial, além dos dados sobre o histórico de saúde e as variáveis sociodemográficas. Ainda colhemos dados sobre atividade física, que serão avaliados no segundo semestre de 2011”, disse Leal.
De acordo com os critérios de diagnóstico adotados, 13,5% dos indivíduos pesquisados apresentaram diabetes mellitus. Um estudo concluído pelo mesmo grupo em 2009, também sob coordenação de Leal, já havia concluído que a prevalência de diabetes mellitus chegava a 13,5% entre os habitantes de São Carlos. O número sugeria um aumento na prevalência da doença em relação a estudos anteriores feitos no Brasil.
No estudo atual, a síndrome metabólica foi abordada, no estudo, a partir de dois dos principais critérios internacionais: o da Federação Internacional de Diabetes – que inclui a variável da circunferência abdominal – e o NCEP-ATPIII (sigla para National Cholesterol Education Program - Adult Treatment Panel 3).

Fonte: Leal A et al. Prevalence of metabolic syndrome and its association with educational inequalities among Brazilian adults: a population-based study. Brazilian Journal of Medical and Biological Research, 2011.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ASSISTIR MUITO TEMPO DE TV AUMENTA O RISCO DE DESENVOLVER DOENÇAS ?

Recentemente uma meta-análise coordenada por pesquisadores da Dinamarca e de Harvard foi publicada no conceituado Journal American Medical Association (JAMA) sobre o assunto.
No início dos anos 50, o famoso Dr. Jeremis Morris, em um estudo clássico mostrou que motoristas de ônibus de Londres, que ficavam sentados por muito tempo, apresentaram maior incidência de mortalidade cardio-vascular do que os cobradores dos mesmos ônibus que tinham maior movimentação. Em 2009, o Dr. Peter Katzmarzyk publicou um artigo que mostrou a forte relação entre o tempo sentado e mortalidade por todas as causas. Logo após, Dunstan evidenciou a relação da mortalidade com o tempo de TV. Posteriormente outras pesquisas vieram a fortalecer o perigo de passar muito tempo sentado e tempo de TV na incidência de doenças crônicas não transmissíveis e com mortalidade precoce.
Em um grande levantamento bibliográfico, que incluiu buscas na plataforma Medline e EMBASE entre os anos de 1970 a 2011, foram encontrados 1655 trabalhos publicados nessas duas bases de dados sendo 1040 na EMBASE e 615 no Medline. Desse total, após obedecer aos critérios de inclusão e exclusão e observar a qualidade dos trabalhos, foram selecionados oito artigos, sendo que para estabelecer a associação entre tempo de TV e Diabetes Tipo 2 foram utilizados quatro artigos, para Doenças Cardiovasculares fatais e não fatais foram inseridos 4 artigos e para tempo de TV e mortalidade por todas as causas foram tres artigos. O total de participantes nesta análise alcançou a expressiva amostra de 236.700 pessoas avaliadas.
Os resultados apontaram que aumentar duas horas adicionais de ficar assistindo TV elevou o risco de incidência para Diabetes Tipo 2 em 20% (1,20 IC 95% 1.14-1.27); para Doenças Cardiovasculares fatais ou não o risco aumentou em 15% (1,15 IC 95% 1.06-1.23); enquanto que para Mortalidade por todas as causas o risco foi 13% maior (1,13 IC 1.07-1.18).
Os autores concluíram que manter longo período sentado à frente das TVs representa maior risco para desenvolver Diabetes do Tipo 2, Doenças Cardiovasculares e Mortalidade.

Fonte: Grontved A, Hu FB. Television viewing and risk of type 2 diabetes, cardiovascular disease, and all-cause mortality. JAMA. 2011:305(23): 2448-2455.
                                                                                                                     

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CLASSE C É A QUE MAIS SE EXERCITA EM ACADEMIAS !!!

Pesquisa realizada pelo Data Popular aponta que o Brasil é o maior mercado do segmento da América Latina.
Entre os anos de 2001 e 2010, o total de academias cresceu 21 vezes. Os brasileiros da Classe C são os que mais frequentam academias. Segundo um estudo realizado pelo Data Popular, mais das metade (52%) dos alunos dos estabelecimentos pertence à chamada nova classe média.
A pesquisa mostra ainda que o país é o segundo maior mercado no mundo deste tipo negócio e o primeiro na América Latina.
Entre os anos de 2001 e 2010, o total de academias cresceu 21 vezes, passando de 797 para 16.952. O estado de São Paulo é o que conta com o maior número de academias, com 6.447, seguido por Santa Catarina (1.788), e pelo Rio Grande do Sul (1.348).
Os consumidores emergentes também representam mais da metade dos brasileiros que praticam uma atividade física pelo menos uma vez por semana (82%), somando 7,7 milhões de pessoas.
A classe DE vem em seguida, com 3 milhões (34%), enquanto o topo da pirâmide conta com 4,6 milhões (18%). O mercado esportivo estima que 79 milhões de brasileiros tenham interesse por atividades neste segmento e que mais da
metade deste total pertença à classe C (54,2%).