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São Paulo, São Paulo, Brazil
Possui graduação em Educação Física e especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - É instrutor do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). Mestre e aluno de doutorado da UNIFESP, além de membro colaborador do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) Departamento de Pediatria da UNIFESP. Link para o currículo lattes do autor: http://lattes.cnpq.br/8630482126111425

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

15 MINUTOS DE ATIVIDADE FÍSICA MODERADA AO DIA OU 90 MINUTOS POR SEMANA PODEM AUMENTAR A EXPECTATIVA DE VIDA EM ATÉ 3 ANOS

Estudo prospectivo de coorte publicado no The Lancet concluiu que 15 minutos de atividade física de intensidade moderada ao dia ou 90 minutos por semana já trazem benefícios para o aumento da expectativa de vida, mesmo para os indivíduos em risco de doença cardiovascular.
Os benefícios da atividade física para a saúde já são bem conhecidos, mas ainda não se sabe se fazer menos exercícios do que o recomendado (150 minutos por semana) pode trazer benefícios para o aumento da expectativa de vida.
Neste estudo de coorte prospectivo, 416.175 indivíduos de uma população de Taiwan (199.265 homens e 216.910 mulheres) participaram da avaliação, entre 1996 e 2008, com uma média de seguimento de 8 anos. Com base na quantidade de exercício semanal indicado em um questionário auto-administrado, os participantes foram agrupados em uma das cinco categorias: inativos ou com nível de atividade física baixo, médio, alto ou muito alto. Os riscos de mortalidade para cada grupo foram calculados e comparados ao grupo dos inativos. Também foi calculada a expectativa de vida para cada grupo.
Comparados aos indivíduos do grupo inativo, aqueles no grupo de nível baixo de atividades físicas, os quais se exercitaram em média 92 minutos por semana ou 15 minutos por dia, tiveram 14% de redução de risco para todas as causas de mortalidade e uma expectativa de vida de três anos a mais. A cada 15 minutos adicionais de exercício diário, além da quantidade mínima de 15 minutos por dia, a redução da mortalidade era de 4% e, em relação ao risco de mortalidade para todos os cânceres, era de 1%. Esses benefícios eram aplicáveis a todas as faixas etárias, para ambos os sexos e para aqueles com riscos de desenvolverem doenças cardiovasculares. Indivíduos inativos tiveram 17% de aumento no risco de mortalidade em comparação com indivíduos no grupo de nível baixo.
Concluiu-se que 15 minutos ao dia ou 90 minutos por semana de exercícios de intensidade moderada já podem ser benéficos, mesmo para os indivíduos em risco de doença cardiovascular. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

NOVA RECOMENDAÇÃO DE EXERCÍCIOS PARA ADULTOS !!!

O American College of Sports Medicine (ACSM) acaba de lançar o Novo Posicionamento de Exercícios para Adultos. O documenro foi publicado  em uma das revistas com maior impacto na área de exercício físico. O objetivo do Posicionamento fornecer orientação aos profissionais que aconselham e prescrevem exercícios individualizados para adultos aparentemente saudáveis de todas as idades. A recomendação também pode ser aplicada a adultos com determinadas doenças crônicas ou deficiências desde que aconselhado por um profissional de saúde. Este documento substitui o Posicionamente de 1998 feito pelo prórpio ACSM. 
O ACSM resomenda que os adultos devem realizar treinamento cardiorrespiratório em pelo menos 30 min/dia em 5x/sem com intensidade de moderada a vigorosa resultando num total de pelo menos 150 min/sem, ou também 3 x/sem de atividade física intensa totalizando 75 min/sem. Adultos também devem realizar exercícios de força para cada um dos grupos musculares e exercícios que envolvam equilíbrio, agilidade e coordenação.
Para a manutenção da amplitude dos movimentos é crucial a realização de treino de flexibilidade para as principais articulações por pelo menos 60 segundos por articulação em pelo menos 2 x/sem. É extremamente importante deixar claro que o programa de exercícios deve ser modificado de acordo com cada indivíduo, considerando a atividade física habitual, função física, estado de saúde, as respostas de exercícios e metas estabelecidas.
Adultos que são incapazes ou não querem cumprir as metas de exercício o ACSM deixa claro que esses podem se beneficiar se engajando em quantidades de exercício menor que o recomenadao. Além de se exercitar regularmente, há benefícios para a saúde em simultâneo reduzindo o tempo total de atividades sedentárias.

Fonte: Garber CE, et al. Quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory, musculoskeletal, and neuromomotor fitness in apparently healthy adults: Guidance for prescribing exercise. Medicine & Science in Sports & Exercise. 2011.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ATIVIDADE FÍSICA SEMANAL AJUDA REDUZIR RISCO DE CÂNCER !!!

Novo relatório da Macmillan Cancer Support, uma instituição de caridade britânica, sugere que fazer exercícios regularmente pode oferecer benefícios significativos à saúde de pacientes com câncer e sobreviventes de um tumor maligno.
O relatório, conhecido como "Move More", é baseado em 60 estudos e pesquisas envolvendo mais de 400 profissionais de saúde que falam sobre a importância do exercício para o sucesso do tratamento do câncer. Em uma declaração, Ciaran Devane, o executivo-chefe da Macmillan Cancer Support, disse que "Os pacientes com câncer ficariam chocados se soubessem o quanto benéfico é a prática de uma atividade física para a sua recuperação e saúde a longo prazo".
Segundo o relatório, exercitando-se 150 minutos semanais, um paciente com câncer de mama pode diminuir o risco de recorrência ou morte em 40%, enquanto que um paciente com câncer1 de próstata pode diminuir o risco de morte em 30%. Aumentar os níveis de atividade física também pode reduzir o risco de câncer de cólon em até 50%.
Além disso, pacientes com câncer que se exercitam regularmente podem aliviar efeitos colaterais dos medicamentos como fadiga, depressão, osteoporose e doenças cardíacas. O presente artigo de revisão mostra que o exercício físico não aumenta a fadiga durante o tratamento. Ao contrário, ele pode de fato aumentar a energia após o tratamento. Outra conclusão é que os 150 minutos semanais recomendados podem reduzir a chance de morrer pela doença e também ajudar a reduzir o risco de o câncer voltar.
Segundo Devane, os exercícios realizados não precisam ser extenuantes. Práticas como jardinagem, uma caminhada rápida ou um mergulho já são suficientes para melhorar a saúde.
Também no relatório, o American College of Sports Medicine observou que o exercício durante e após a maioria dos tipos de tratamento para câncer é seguro e recomendado para os sobreviventes para evitar a inatividade.
A pesquisa destaca que mais da metade dos clínicos gerais, oncologistas e enfermeiros não compartilham os benefícios do exercício físico com seus pacientes com câncer. O reconhecimento de que o exercício físico é muito importante para a sobrevivência e o processo de recuperação dos pacientes pode mudar esta maneira de agir.